Whitepaper · INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL · 13 min de leitura

Governação de Agentes de IA Empresariais via Model Context Protocol (MCP)

Sumário Executivo: Apesar do progresso dos modelos de linguagem (LLMs), a sua integração direta em sistemas de ERP empresariais acarreta riscos de alucinação e execuções transacionais incorretas. Este documento detalha como o KEPLIN utiliza o Model Context Protocol (MCP) e barreiras determinísticas para integrar agentes de IA autónomos com total segurança e auditabilidade.

A Fronteira dos Agentes Empresariais

As organizações estão a evoluir de simples assistentes de conversação para agentes autónomos que consultam bases de dados, analisam propostas de fornecedores e sugerem ajustes de inventário. Contudo, ligar um LLM diretamente à base de dados transacional acarreta perigos reais:

  • Execuções Alucinatórias: Um modelo gerar um comando SQL incorreto ou autorizar uma ordem de compra desajustada.
  • Sobrecarga de Contexto: Alimentar o modelo com dados tabulares excessivos, degradando o raciocínio.
  • Injeção de Prompts: Ataques que levam o agente a contornar as hierarquias de aprovação.

O Model Context Protocol (MCP) como Standard Corporativo

O Model Context Protocol (MCP) estabelece uma arquitetura limpa de cliente-servidor para ligar modelos de IA a ferramentas e dados empresariais. O KEPLIN implementa servidores MCP nativos sobre as suas capacidades de negócio componíveis.

Através do MCP, o KEPLIN disponibiliza ferramentas estruturadas com validação rigorosa de esquemas JSON, garantindo que o modelo apenas invoca operações tipadas e documentadas.

Barreiras Determinísticas de Execução

No KEPLIN, um agente de IA nunca grava diretamente na base de dados. As suas intenções passam obrigatoriamente por uma Barreira Determinística de Execução:

O Pipeline de Execução em 4 Níveis:
1. Síntese de Intenção: O modelo solicita a execução de uma ferramenta MCP (ex.: `ajustar_stock`).
2. Validação Semântica: O KEPLIN valida parâmetros face aos limites de negócio.
3. Validação de Políticas e Permissões (ABAC): Verificação em tempo real dos direitos da sessão.
4. Transição de Estado: Disparo de uma transação validada na máquina de estados da aplicação.

Supervisão Humana (Human-in-the-Loop) e Auditoria

Para decisões financeiras ou operacionais acima de determinados limiares (ex.: pagamentos superiores a 10.000€), o KEPLIN encaminha a proposta do agente para aprovação humana.

O aprovador visualiza o raciocínio do modelo, os parâmetros da ferramenta e os dados de contexto, confirmando a transação com assinatura digital auditável.

Casos Práticos de Aplicação na Operação

Exemplos de implementação em produção com o KEPLIN:

  • Reconciliação Automática de Faturas: Cruzamento entre encomendas, guias de remessa e faturas, resolvendo automaticamente discrepâncias residuais.
  • Manutenção Preditiva: Análise de eventos de telemetria industrial e pré-reserva de peças de substituição no inventário do KEPLIN.
  • Respostas a Concursos Comerciais: Pesquisa em bases de dados históricas para elaboração de propostas comerciais preliminares com conformidade técnica garantida.
PRÓXIMO PASSO ARQUITETURAL

Quer validar este blueprint no ecossistema da sua empresa?

A equipa de Enterprise Architecture do KEPLIN realiza sessões de alinhamento técnico para apoiar na definição do seu roteiro componível.

Agendar Sessão Técnica →
PRÓXIMO PASSO

Pronto para transformar a sua arquitetura de sistemas?

Falar sobre uma aplicação →